
“Se trata de uma epidemia nacional. Sou dependente químico em recuperação há 1 ano e 9 meses. Utilizei droga durante 4 anos. Sou advogado formado no ano de 1997, e tenho outros colegas que ainda não conseguiram se recuperar. Não há idade, raça, cor ou classe social que esteja livre desse mal. Hoje, com 35 anos, estou conseguindo retomar minha vida e recuperar muitas das coisas que a droga me tirou. Fiquei feliz com a matéria de domingo do programa Pânico, vez que possibilitou que eu conversasse com minha filha mais velha sobre o assunto das drogas, pois ela tem 14 anos e precisava de algumas explicações e orientações. Precisamos de uma séria campanha nacional contra essa epidemia, antes que ela acabe com a vida de outras pessoas. Os programas dos quais os jovem gostam tem um poder enorme e devem participar dessa empreitada. PELA VIDA CONTRA AS DROGAS!” Advogado de 35 anos, em entrevista à Jovem Pan, dentro do programa 'Jovem Pan Pela Vida Contra as Drogas'
E mais! Temos um deputado do PT - Paulo Teixeira - pleiteando a legalização do plantio e comercialização da maconha. E temos o presidente Lula dizendo que “Nem o governo nem o ministro da Saúde têm a receita para resolver o problema das drogas no Brasil” e mais ” Há uma questão séria, que não é brasileira, americana, francesa ou boliviana, que é a questão das drogas. Está ficando claro que, do jeito que nós estamos tratando as drogas, até agora não está dando resultado. O que estamos vendo é gente cada vez mais jovem envolvida com o crack, que é a borra da cocaína. E sabemos os efeitos que o crack está provocando nas nossas periferias."
Qual será a saída? Quando e onde poderemos dizer 'vencemos os traficantes e o crime organizado' para, enfim, termos um pouco de paz na criação e condução de nossos filhos, futuro dessa Nação?
Bom, falta de empenho do governo é uma das condições que fizeram do crime 'organizado'. Nossos policiais se empenham, lutam e fazem o que podem, mas, os recursos são ínfimos e a legislação, uma merda! O policial tem medo, sim medo, de agir pois corre sempre o risco de perder a farda e ou ser preso. Sem falar que prende de manhã, à tarde o bandido é solto. O salário é uma droga, equipamento, uma lástima, enquanto o traficante dispõe de armamento o mais sofisticado. Enquanto isso, o contribuinte sério e trabalhador foi desarmado e sem amparo, vive à mercê da escória e de leis que mais tolhem do que acolhem. Temos um congresso que manda no judiciário, com o supremo brincando de 'quem é que manda aqui?'. Ou não? Alguém duvida? Basta ver como eles decidem cassar senador, com o poder de 18 (dezoito!) ministros e apenas dois senadores (Renan e Sarney), desfazem a ordem. Se ainda não crê, leia o trecho, extraido do site do jornalista Correa Neto, do Amapá em 06/11/2009 no artigo "A justiça ficou de cócoras"
A Justiça ficou de cócoras.
Qual a condição moral que a Justiça brasileira tem para condenar um cidadão comum, que roubou um ovo para alimentar o filho, por exemplo? Prende na força, na garganta, na pressão, e se a ordem não for cumprida, quem a descumprir vai preso.
E o Senado da República? Como é que fica essa relação constrangedora entre a Justiça do Brasil e os políticos do poder? O poder judiciário vai ficar de cócoras diante de um bando de gente desmoralizada por suas próprias atitudes? Vai?
Durante trinta meses – foram trinta meses, não trinta dias – O TSE – Tribunal Superior Eleitoral cassou o mandato do senador Expedito Júnior PSDB/RO, o STF – Supremo Tribunal Federal confirmou a decisão, mandou o Senado da República cumprir a determinação judicial, e nem “tchun”, como dizem os caboclos da nossa floresta. E sabem quem não deu a menor importância para a decisão da Justiça? Duas ”honoráveis” criaturas: os presidentes Renan Calheiros, em princípio, e José Sarney, depois. Pode um negócio desses? Duas figuras desse porte mandando às favas as sentenças de dois tribunais superiores do País. Mandaram e ficou por isso mesmo. Dezoito ministros decidiram pela cassação e dois senadores resolveram não cassar. Sabe quem ganhou a parada? Os dois.
Nem o TSE nem o STF, a nossa Corte Suprema, conseguiram fazer cumprir a decisão que tomaram. Expedito Júnior saiu porque quis. Ele desistiu dos recursos, mas não foi cassado. Não tivesse dito na quinta-feira, que não queria mais, continuaria senador, porque a Mesa do Senado já havia decidido acatar mais um recurso protelatório dele, apesar dos tímidos protestos do presidente do STF, Gilmar Mendes.
Fosse o homem que roubou um ovo para alimentar o filho, a sentença deixaria de ser cumprida?
Daí, então, repito: São os bandidos que tomaram conta, ou são os dirigentes que, com sua ineficiência, sua cupidez, falta de seriedade e até desonestidade para com o erário, deixaram e continuam a deixar as coisas seguirem sem comando e sem lei? E não é só aqui, não! Isso é em todo o mundo chamado 'civilizado', governado por homens que se apequenaram por suas necessidades mundanas terem ficado maiores do que realmente precisam. Não é (de)mérito exclusivo de nossos políticos e juristas e sim, é uma crise mundial de falta de vergonha na cara, que começa nas bases e vai se avolumando como um carcinoma virulento a se expandir até os píncaros do poder. São poucos os componentes do organismo chamado 'governo' desde as células municipais até as federais, passando pelas estaduais, que não estão comprometidos. Terá vacina ou contraceptivo? Só o tempo dirá. Com esperança! Enquanto isso:
Pobre policial comprometido, pobre cidadão de bem! Infeliz juventude de maus exemplos e (quase) nenhuma perspectiva. Ai de nós...








